18 de jan de 2011

Era meu passado, naquela caixa.


Passado é como roupa, engordou um pouqinho ou emagreceu, já não lhe cabe mais.
E até que ela possa caber denovo você compará outras,
e com o tempo não lembrará mais daquela peça.
As roupas que não me servem, costumo doá-las, mesmo que em situações precárias.
Alguém precisa delas, muito mais do que minha caveta.
Desse jeito que fantasiei, meu fanático desejo de mundança.
Mantinha uma prática habitual, guardava em uma caixa
em cima do guarda-roupas, meu passado.
Uma caixa que às vezes revirava, jogava umas e outras coisas fora,
algumas guardava pensando que me teria utilidade algum dia.
Só que passado não se encaixa no presente e, eu não percebia isso.
Mas fim de semana passado, pus a caixa, na esquina da minha rua.
Desejando que alguém a pegasse e utilizasse, tudo que não me servia mais.
Porque, não poderia, eu, ser tão egoísta e guardar algo que fizesse
alguém mais feliz, do que me fez.
Por isso doei a caixa do meu passado para que torne-se um presente a alguém.

2 comentários:

  1. Bem legal, acho que você devia pensar em escrever um livro.

    Seu amigo do Estudio

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  2. Obrigada, amigo.
    Vou pensar no seu caso. Já tive vontade, mas
    não tive coragem, rs.

    Saudades!

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