1 de mar de 2011

Fernanda Mello

"Me deixa ser egoísta.
Me deixa fazer você entender
que eu gosto de mim e
quero ser preservada.
Me deixa de fora de suas mentiras e
dessa conversa fiada.
Eu sou uma espécie quase em extinção:
eu acredito nas pessoas.
E eu quase acredito em você.
Não precisa gostar de mim se não quiser.
Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado.
Não me diga nada. (Ou me diga tudo).
Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei!
E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe?
Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo.
Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou,
apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse.
Eu não me contento com pouco. (Não mais).
Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca.
Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas,
histórias de santos e demais evoluídos do planeta.
Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto,
e só vou te dar se você me der também."

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